Entre 1870 e 1889, o desgaste do regime mo-nárquico era enorme. O Exército criticava a Mo-narquia. A Igreja havia se desentendido com o rei. O movimento abolicionista conquistava a opinião pública. Os cafeicultores de São Paulo criticavam o regime por sua incompetência em resolver os problemas nacionais e oferecer uma política protecionista ao café.
Os anos de 1888 e 1889 foram críticos para o Gabinete de Ministros, comandado pelo Visconde do Ouro Preto. As reformas políticas e econômicas eram urgentes, e a Câmara dos Deputados, forma dos partidos Liberal e Conservador, era inca-paz de realizar tais reformas. O próprio primeiro-ministro Ouro Preto enviou um pacote de reformas para ser votado na Câmara em 1888 e não obteve apoio dos deputados.
O golpe militar Podemos concluir que a manei-
co estava organizado tornava-o incapaz de realizar ra como o governo monárquico-as mudanças exigidas pelos vários setores da socie-dade. Foi o Exército, insatisfeito há muito tempo com os gabinetes ministeriais e com o Congresso, que desencadeou o golpe militar que encerrou o regime monárquico no dia 15 de novembro.
O governo provisório (1889/1891)
Deodoro da Fonseca assumiu o governo elaborasse a primeira constituição do novo regime. provisório até que se Algumas medidas iniciais precisavam ser tomadas
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para consolidar o novo governo. Os imigrantes foram naturalizados, fato conhecido como a Grande de Naturalização; a Igreja foi separada do Estado: foram feitas reformas no ensino e no sistema ban cário e um outro Código Criminal reorganizou o poder Judiciário
Havia ainda alguns problemas políticos a se rem resolvidos. A ameaça de monarquistas e insa tisfeitos com o golpe militar precisava ser contida. Por isso, qualquer cidadão que fosse contra ao Provisório. Era uma maneira de consolidar o novo regime poderia ser punido pelo Governo República.
FIQUE SABENDO
"Façamos a República"
Os dias que antecederam o 15 de novembro foram tumultuados nos quartéis do Rio de Janeiro. De acordo com os boatos, o governo iria transferir os oficiais mais rebeldes para locais distantes da capital. O próprio Marechal Deodoro pronunciava-va-se contra o rei: "Eu queria acompanhar o caixão do Imperador, que está idoso e a quem respeita muito. Mas o velho já não regula. Se ele regulasse não haveria esta perseguição contra o Exército, Se não há outro remédio e se ele mesmo assim o quer que leve a brecha a Monarquia! Não há mais o que esperar dela... Façamos a República."