OS VENTOS DA INDEPENDÊNCIA COLÔNIA


OS VENTOS DA INDEPENDÊNCIA COLÔNIA


Motivos para romper o pacto colonial sempre existiram no Brasil desde o início da colonização. A Metrópole nunca se importou com os problemas da Colónia. Ao contrário, as autoridades metropolitanas sempre tiveram preocupações em levar as riquezas através dos impostos e exigência da Colónia exclusividade comercial.


União Ibérica e declinio Após o término da do açúcar


União Ibérica (1640), Portugal procurou retomar as rédeas de sua principal colônia o Bra sil. Uma série de medidas foram tomadas nos cam-pos administrativo, tributário (impostos) e militar.


A Colônia passou a ser tratada de maneira mais rígida em todos os aspectos, e isso gerou revoltas. Estas revoltas, chamadas de "nativistas", demonstravam a insatisfação, mas não chegavam a defender a independência do Brasil.


Revolta dos irmãos O Maranhão era uma ca Beckman (1684) pitania na qual se pratica-


va o extrativismo natural (cacau, baunilha, cravo etc) e cultivava-se o tabaco. Em 1682, Portugal criava a Companhia Geral de Comércio do Maranhão. A função da Companhia era abastecer a região com os produtos fabricados


faturados da Europa e comprar toda a produção dos colonos da região, além de fornecer os escra vos necessários à capitania.


dos, pois a Companhia portuguesa não fornecia Na prática, os colonos sentiram-se prejudicados-produtos fabricados (tecidos, armas, alimentos escravos em número suficiente. Além disso, os tos etc) trazidos pela Companhia eram de baixa qualidade, e os preços eram exorbitantes.


Insatisfeitos com essa situação, os irmãos Manuel e Thomas Beckman, um rico senhor de engenho e um advogado, lideraram uma revolta que tomou São Luís, expulsou os jesuitas da região e extinguiu a Companhia de Comércio do Mara-nhão. A repressão da Metrópole foi imediata. Tho mas Beckmam foi preso e Manuel, morto.


Revoltas em Pernambuco e Minas Gerais


Recife e Olinda, re-gião que até o século XVII destacava-se pela produ-ção de açúcar, e que entrou em declínio com a con-corrência das Antilhas holandesas.


Os grandes senhores de engenho de Olinda se endividaram com os comerciantes portugueses de Recife, vila governada pela Câmara Municipal aumentou quando Recife tentou se tornar independente de Olinda. A rivalidade entre os dois povoados


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